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ADUEMG e ADUNIMONTES ocupam a ALMG em dia de paralisação e reafirmam luta por valorização do ensino superior estadual

  • há 4 dias
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Atualizado: há 2 dias


Audiência pública na ALMG 26/3/26                  Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES
Audiência pública na ALMG 26/3/26 Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES

Na quinta-feira, 26 de março, docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) realizaram um dia de paralisação e mobilização na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Convocada pelas Seções Sindicais do ANDES - SN,  ADUEMG e da ADUNIMONTES. Na data também estiveram presentes na ALMG, sindicatos do meio ambiente, da educação básica e da saúde, que foram pressionar pela aprovação de emendas à proposta de reajuste do governo.

Na parte da manhã os docentes acompanharam a votação em segundo turno do Projeto de Lei do reajuste salarial. A proposta do executivo estadual de 5,4% foi aprovada por unanimidade, contudo não foi aceita a emenda parlamentar articulada pela Frente Mineira em defesa dos serviços públicos, aumentando o índice para 9,36%. Os servidores protestaram nas galerias da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O dia de luta contou com assembleia geral dos docentes da  ADUEMG. Prevista para às 10 horas da manhã, a assembleia foi adiada para depois da votação do reajuste em plenário. Os (as) docentes da UEMG realizaram uma Assembleia que contou com a presença de cerca de 100 docentes.   Na assembleia foi compartilhado pela diretoria os últimos informes e foi aprovada uma jornada de luta pela aprovação dos nossos projetos de lei na ALMG. O momento também contou com a participação de membros da diretoria da ADUNIMONTES e  do DCE da UEMG. 





Assembleia Geral da ADUEMG 26/3/26                  Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES
Assembleia Geral da ADUEMG 26/3/26 Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES


Audiência pública lançou a campanha salarial de 2026 e recolocou no centro do debate a autonomia universitária, a recomposição salarial e o cumprimento do acordo de greve firmado em 2016


Audiência pública na ALMG 26/3/26                  Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES
Audiência pública na ALMG 26/3/26 Foto: Renata Regina/ADUEMG e ADUNIMONTES

A audiência reuniu representantes das entidades sindicais, da gestão universitária, do governo estadual e do movimento estudantil. Estiveram presentes, entre outros, o presidente da ADUEMG, Túlio César Dias Lopes, o presidente da ADUNIMONTES, Wesley Helker Felício Silva, a reitora da UEMG, Lavínia Rosa Rodrigues, o vice-reitor da Unimontes, Dalton Caldeira Rocha, representantes da Secretaria de Estado de Educação e da Seplag, além de Maria Eduarda Alves Cruz, do DCE da UEMG. No centro da pauta apresentada pelas entidades estiveram a recomposição das perdas salariais acumuladas, apontadas em 82,9%, a incorporação das gratificações ao vencimento básico, a defesa da autonomia universitária e a realização de concurso público para as universidades estaduais.

Durante os debates, ADUEMG e ADUNIMONTES reforçaram que a categoria amarga mais de uma década sem reajuste salarial e sem concurso público para docentes, ao mesmo tempo em que convive com distorções na carreira e com o não cumprimento do acordo de greve firmado com o governo em 2016 e homologado pela Justiça em 2018. 


Na audiência, Túlio Lopes, presidente da ADUEMG voltou a cobrar a incorporação das gratificações ao salário básico e afirmou que a recusa do governo em cumprir o acordo poderá levar a uma nova greve. Wesley Silva, presidente da ADUNIMONTES, destacou o impacto de dez anos sem reajuste e denunciou que as gratificações hoje representam parcela decisiva da remuneração docente. Também ganhou destaque a defesa da PEC 59/2025, que trata da autonomia didático-científica, administrativa, financeira e patrimonial das universidades públicas estaduais, além de projetos voltados à dedicação exclusiva e à valorização da carreira.

Como encaminhamento da audiência pública, o subsecretário de Gestão de Pessoas da Seplag, Caio Magno Lima Campos, afirmou que as questões apresentadas seriam tratadas em reunião na semana seguinte com representantes da Reitoria da UEMG, da Secretaria de Estado de Educação e da própria Seplag, seguida de novo encontro com as entidades sindicais. Ao final da audiência, a deputada estadual Beatriz Cerqueira, se comprometeu a buscar assinaturas para um projeto de lei sobre o fim da lista tríplice. A audiência consolidou um recado: ADUEMG e ADUNIMONTES seguem articuladas na defesa da carreira docente, da autonomia universitária e de uma política de valorização real para o ensino superior público estadual. 


Avaliação das entidades 



Na avaliação do professor Túlio Lopes, presidente da ADUEMG: “ Nós da ADUEMG vamos seguir na luta por valorização profissional e por uma nova carreira. Logo após a votação do PL do Reajuste Salarial, realizamos uma Assembleia Geral da ADUEMG onde aprovamos uma jornada de luta pela aprovação dos nossos projetos de lei na ALMG. Lamentavelmente, a maioria dos deputados votaram contra a proposta de emenda de 9,36%. Não se trata de um aumento. É um reajuste mínimo que não contempla nem sequer os dois últimos anos. O Governo anunciou como se fosse algo acima da inflação deste ano. Mas desconsidera o fato de que não recebemos nenhum reajuste salarial no ano passado.  Acumulamos mais de 85% de perdas salariais nos últimos anos. Falta uma política salarial do Governo do Estado.Vamos cobrar do Governo Simões a aprovação da PEC 59/2025 e dos projetos de lei 3218 e 3219 de 2025. Também seguimos cobrando juntamente com a ADUNIMONTES o cumprimento do nosso acordo de greve que completou 10 anos.”


Audiência pública na ALMG 26/3/26                    Fotos: Willian Dias/ALMG
Audiência pública na ALMG 26/3/26 Fotos: Willian Dias/ALMG

Para Wesley Felício, presidente da ADUNIMONTES:  “A adesão das/os professoras/es da Unimontes à paralisação das estaduais foi marcada por atos na Unimontes e na  Assembleia Legislativa. A paralisação foi motivada pela exigência de um Reajuste Salarial que recomponha as perdas dos últimos anos, mas também para demarcar a importância de o governo cumprir o acordo de greve de 2016, já que ele resolve a precarização da estrutura remuneratória dos professores. Foi um dia de luta, que marcou a retomada das mobilizações em torno da nossa principal pauta. Vamos continuar mobilizados para que o governo de Minas valorize os professores e professoras das universidades estaduais.”

As duas seções sindicais seguem unidas e mobilizadas em defesa da Autonomia Universitária, da democracia universitária, do cumprimento do acordo de greve, da valorização salarial e profissional dentre outras pautas gerais e específicas.



 
 
 

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